Nas questões relativas aos custos, por exemplo, muitas empresas não sabem quanto custa produzir um determinado produto e se o volume de suas vendas justifica a continuidade de sua produção. Ou então elas não têm conhecimento do seu custo operacional e o impacto que ele causa nas finanças.
10/30/2005
O que preocupa os empresários?
Nas questões relativas aos custos, por exemplo, muitas empresas não sabem quanto custa produzir um determinado produto e se o volume de suas vendas justifica a continuidade de sua produção. Ou então elas não têm conhecimento do seu custo operacional e o impacto que ele causa nas finanças.
9/16/2005
A inteligência e o mundo dos negócios
Onde foi publicado
- A estudante Shirlei Grasielli Machado, da Universidade do Vale do Itajaí, na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, está usando este atigo no seu TCC (Trabalho de conclusão de curso) no curso de Bacharel em Ciências da Computação.
8/29/2005
O encontro
Tarde nublada. O frio insinuante, a fumaça negra dos carros, a multidão apressada; cenário agitado que confunde os sentidos e às vezes rouba o pouco de paciência que o Zeferino ainda conseguia manter. De repente, alguém o segura pelo braço: “Moço! Dá um dinheiro pro café?”. O “não” já estava na ponta da língua, mas ao olhar para o sujeito, Zeferino perde a fala. Ele conhecia aquela cicatriz na testa. Aquele mendigo só podia ser o Jota. Quem diria?
- É você Jota?
O homem assustou-se. Tentou fugir, mas Zeferino o segurou.
- Essa cicatriz? Jota, só pode ser você! O que houve contigo?
- Coisas a vida! Pode me dar algum dinheiro?
Zeferino entrou em transe. O passado invadiu o presente revivendo fatos já soterrados pelo tempo. Ele voltou no tempo.
O clima estava tenso. O Jota entrou no CPD e gritou para o Zeferino: “Você está demitido.” Todos ficaram surpresos, pois, afinal, o pobre rapaz não tinha culpa de nada. O verdadeiro culpado era o Renan, sobrinho da Arlete, diretora e mulher do Otávio, o dono da empresa. Ele tinha danificado o sistema de banco de dados causando um grande prejuízo. O Zeferino foi o bode expiatório. Ele tentou dizer algumas palavras em sua defesa, mas o Jota não deu chance.
Quando entrou na empresa, o Jota era outro. Profissional dedicado, marido fiel, companheiro. Porém, a Arlete percebeu sua ambição. Insinuou-se. Seduziu-o por prazer e conveniência. Jota cedeu. Tornou-se amante da Arlete. Ele foi prático, queria garantir o seu futuro. Em pouco tempo, o Jota tornou-se o diretor da empresa. A Arlete deu-lhe poder, mordomias, prestígio, alimentou seu ego e sua vaidade. “Eu faço minhas escolhas e traço meu destino”. Mal sabia ele que o destino é volúvel como o vento; muda de direção conforme seus caprichos. O poder não corrompe as pessoas. Na verdade, ele revela o que elas têm em seus corações. Com Jota não foi diferente.
O tempo correu. E um dia, inesperadamente, um escândalo: a empresa vai à falência. Arlete e Otávio fogem. Houve fraude, a polícia recolhe documentos, lacra a prédio. O Jota, coitado, acusado de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, vai preso. Dominado pela vaidade, deixou-se enganar pela Arlete, foi envolvido em uma trama ordinária. O sonho transformou-se em pesadelo.
E Ali estava ele, mendigando na rua, magro, maltrapilho, faminto; tão diferente do executivo inflexível, às vezes cruel, que tinha demitido o Zeferino tão injustamente. O mundo dá muitas voltas.
O farol abriu e as pessoas queriam passar. Zeferino puxou-o para o canto.
- Quando você saiu da prisão?
- Há três anos!
- Esse tempo todo você ficou por aí? E a sua família?
- Não quero falar sobre isso. Você pode me dar uns trocados?
Bem que o Zeferino insistiu, mas ele não falou nada. Por fim, Zeferino pegou a carteira e tirou uma nota de cem reais. Olhos arregalados, Jota pegou o dinheiro com as mãos trêmulas. Em seguida, olhou para o Zeferino, tentou dizer alguma coisa, mas não conseguiu. Então, ele virou-se e foi andando. Sabe-se lá o que se passava em sua mente. Então, depois de dar alguns passos, ele parou de repente, virou-se para o Zeferino, ergueu a mão e acenou agradecendo. Talvez estivesse se despedindo. Depois ele sumiu entre os carros. Zeferino nunca mais teve notícias do Jota.
Onde foi publicado
Jornal A Cidade de Ribeirão Preto: Agosto/2005
Onde foi publicado
Jornal A Cidade de Ribeirão Preto: Agosto/2005
8/11/2005
A segunda chance
Ao retornar à empresa, teve certeza de que aquele mundo não lhe servia mais. Ela desejava dar outro sentido à sua vida. Estava decidida a dizer adeus ao frenético mundo dos bites e bytes, às viagens intermináveis, à solidão dos hotéis, aos seminários insossos e toda aquela falsa sensação de auto-suficiência e onipotência. “Quero voltar a viver!”
Onde foi publicado
8/05/2005
Momento de decisão
Onde foi publicado:
- Jornal A Cidade de Ribeirão Preto/SP em 04/08/2005
7/28/2005
Virando a mesa
- Val! Como vamos salvar a empresa? Perguntava Carlos, seu cunhado.
- Não se preocupe. Já estou cuidando disso. Já cancelou os contratos de informática?
- Sim!
- E o novo sistema de gestão? Precisamos de uma solução segura e confiável!
- Já estou procurando! Respondeu Carlos.
- Dona Val! O senhor Miro chegou! Avisou a secretária pelo interfone.
- Dona Arlete, diga ao senhor Costa para vir à minha sala. Ah, mande o senhor Miro entrar em dez minutos!
- Quem é esse Miro, Val? Perguntou Carlos.
- Você logo saberá!
- Com licença? Perguntou Costa abrindo a porta e esgueirando-se para dentro da sala de Val.
- Sente-se Costa!
- Tudo bem Val? Perguntou ele ironicamente.
- Costa. Aqui está sua carta de demissão e o valor que você deverá transferir para a conta da empresa. Agora!!! Disse Val secamente.
- Carta de demissão? Transferência? Você deve estar delirando!
- Não estou delirando. Isso é sério!
- Está nervoso Costa? Perguntou Val retribuindo a ironia.
- Bem “seu” Miro, pode mostrar os papéis para o seu velho “amigo”!
- Costa! Há quanto tempo hem?? Você ainda se lembra dos nossos antigos negócios??
- Pensei que você estivesse morto! Disse Costa com a voz trêmula.
- Como você pode ver, eu acabo de voltar do mundo dos mortos!
- Vamos lá Costa. Já viu os documentos? Assine logo a sua demissão e entre no site do banco para transferir o dinheiro que você nos roubou. Faça isso e você poderá reaver os documentos. O Miro ficará quieto!
7/15/2005
A indenização das cuecas!
7/14/2005
Mudanças: ceder ou resistir?
Aceitar o que não podemos mudar não é apenas uma questão de inteligência e bom senso. É sobrevivência.
As pessoas adoram novidades. Porém, ao mesmo tempo, elas têm mêdo de tudo o que é novo. Poucos aceitam mudar alguma coisa sem espernear. Na verdade, as mudanças que acompanham as inovações nos obrigam a sair de nossa zona de conforto. Por isso, abandonar velhos hábitos e idéias enraizadas pelo tempo é doloroso para todos nós. Contudo, isso faz parte na natureza humana.
O fenômeno Internet, por exemplo, ao facilitar o acesso à informação, derrubou definitivamente as fronteiras ideológicas, geográficas e culturais no mundo. É notório: vivemos em uma “aldeia global”. O Haiti é aqui. O “tsunami” atingiu a todos nós. Desta forma, “a grande rede” estende suas teias sem-fim e abre espaço para profundas mudanças no comportamento e no pensamento humano. O conflito entre a estabilidade do mundo conhecido e a insegurança do novo é inevitável.
Nesta nova sociedade da informação em que tentamos nos adaptar, os e-mails, cartões magnéticos e “home banking”, viraram de ponta-cabeça as relações de trabalho, o comércio e a sociedade. Um de seus efeitos colaterais mais preocupante é a exclusão tecnológica. Ela submete as camadas menos favorecidas da população à dura realidade do isolamento econômico e social. Quem não tem acesso à tecnologia está sendo colocado pouco a pouco à margem do desenvolvimento. Isso atinge pessoas, países e continentes. E no mundo moderno, dominar a tecnologia significa sobreviver. Portanto, não é difícil entender que a pobreza de espírito e ausência de um projeto educacional moderno podem liqüidar os sonhos de progresso e crescimento do nosso povo.
“É melhor prevenir do que remediar” é um sábio conselho. Porém, por mais que tentemos, nunca estaremos preparados para lidar com as mudanças provocadas pelas inovações tecnológicas. Talvez seja melhor aprender a administrá-las e ser mais flexível do que se opor. Penso até que deveríamos aprender a aprender. Quando a mudança bate à nossa porta não adianta resistir. Afinal de contas, aceitar o que não podemos mudar é sinal de inteligência, bom senso e, muitas vezes, pura questão de sobrevivência.
Estamos no século da informação, mas ironicamente, existe muita carência de conhecimento por aí. Alguns gurus de plantão falam que há um novo “round” do processo de seleção natural em marcha. Eles também dizem que não será o mais forte que sobreviverá, mas sim aquele que for capaz de adaptar-se rapidamente aos novos tempos. Isso eu não tenho certeza, porém, uma coisa eu sei: quem não souber lidar com a tecnologia da informação e não aprender a produzir conhecimento terá muitas dificuldades para sobreviver em qualquer atividade econômica.
Onde foi publicado
7/13/2005
Cueca: a nova unidade monetária da TI
7/05/2005
A democracia e o mercado de software
Em contrapartida, os fornecedores de soluções de código-aberto como Ibm, Oracle e Cobra, mostraram que seus produtos estão atingindo a maturidade tecnológica, conquistando a confiança do mercado e ganhando terreno, principalmente no setor bancário.
Onde foi publicado
6/29/2005
Abrindo a cabeça....
Dados sobre a pesquisa: Hábitos de consumo de mídia ( em Inglês)
6/28/2005
Debatendo os crimes virtuais
Matérias relacionadas:
Audiência pública na Câmara dos Deputados vai debater crimes na internet
Cartilha ensina consumidores a fazerem negócios seguros pela Internet
6/27/2005
Frase do dia!
O Linux amplia sua presença
Veja matéria completa em:
6/24/2005
Processos: A alma do negócio
A gestão de processos é a ferramenta certa para auxiliar as empresas a enfrentar esse desafio. Dentro dessa perspectiva, a tecnologia da informação é uma aliada poderosa, contudo, ela não deve ser considerada como a salvadora da pátria. Ao contrário, os sistemas de informação devem ser vistos como atores coadjuvantes na gestão empresarial. A sua implementação e funcionamento devem seguir a orientação determinada pelos processos de negócios.
Onde foi publicado
6/14/2005
O Linux chega ao varejo
Recentemente a Microsoft lançou um novo produto. Na verdade, uma versão simplificada do seu sistema operacional Windows XP: o Microsoft® Windows® XP Starter Edition que, segundo a empresa de Bill Gates, "oferece a melhor experiência aos usuários principiantes de computadores e a um custo mais acessível."
Esse lançamento não representa uma boa ação da gigante de software. O que a Microsoft quer e precisa é reduzir seus prejuízos com a pirataria e tentar, de algum jeito, enfrentar a escalada do Software Livre. Em minha opinião, essa é uma tentativa que está condenada ao fracasso. Direi o porquê! Primeiramente, sugiro que você conheça esta versão anã do windows e a compare com a versão completa. Há limitações.... Em segundo lugar faço um convite: Vá passear no shopping e, assim como quem não quer nada, dê um giro pelas grandes redes varejistas e veja que algumas já estão vendendo computadores com o Linux desktop instalado. Você ainda poderá escolher entre microcomputadores com processadores Intel ou AMD. O preço é razoável e atrativo. E o mais interessante: o Linux é um produto completo e legalizado.
Penso que estamos assistindo ao início de grandes mudanças no modelo de comercialização de software. Até onde a Microsoft chegará com o Windows Starter Edition?
6/03/2005
O novo evangelho de Bill Gates
O fundador da Microsoft está produzindo um novo livro sobre o futuro da tecnologia.
Bill Gates está olhando novamente em sua bola de cristal. Ele está escrevendo um novo livro sobre o futuro da tecnologia e o impacto que as inovações tecnológicas provocarão na saúde e na educação mundiais. É importante examinar atenciosamente as idéias de Gates. Elas são indícios do posicionamento da Microsoft no mercado. Ao que parece, esse novo livro é a ferramenta de marketing que Bill Gates usará para relacionar o seu pensamento visionário, as ações filantrópicas da Fundação Bill & Melinda Gates, e novas oportunidades de negócios para a Microsoft
Em seu primeiro livro, “Uma estrada para o futuro” (The Road Ahead), lançado em 1995, Bill Gates fez inúmeras previsões sobre inovações tecnológicas que acabaram se tornando realidade. Foi o caso da gravação de música em formato digital. No entanto, outras previsões não vingaram, entre elas a carteira conectada a uma rede sem fio para sacar dinheiro virtual em caixas eletrônicos. Esse livro, segundo a própria Microsoft, foi um campeão de vendas e atingiu a marca de 2,5 milhões de exemplares vendidos até agora.
Todavia, em seu segundo livro, Gates queria evangelizar as camadas mais influentes e formadoras de opinião no mundo dos negócios. Assim surgiu “A empresa na velocidade do pensamento” (Business @ the speed of thought), que não é um livro técnico, mas sim ideológico; ele exorta as lideranças empresariais a perceber a tecnologia da informação como uma poderosa ferramenta de gestão para os negócios.
Neste novo evangelho “Microsoftiano”, Gates deseja mostrar como a tecnologia poderá contribuir para solucionar problemas ligados à saúde e educação mundiais, que, coincidentemente, são o foco do trabalho filantrópico da Fundação Bill & Melinda Gates. Curioso, não?
Outra curiosidade: em janeiro deste ano, Bill Gates esteve presente no Fórum Econômico Mundial que foi realizado em Davos, Suíça. Ele falou de educação, de saúde, anunciou doações de 100 milhões de US$ para pesquisas médicas, conclamou os grandes empresários a fazer doações, e pressionou o governo Americano para aumentar as verbas destinadas a pesquisas em saúde.
Além disso, Gates tentou resolver alguns problemas. Ele fez várias tentativas para se encontrar com o Presidente Lula, mas não conseguiu. Sua intenção era reverter os planos do governo brasileiro de usar o Linux em suas repartições e oferecer o apoio da Microsoft aos programas de inclusão digital.
Contudo, o marketing de Bill Gates é muito competente. Ele sabe ocupar espaços no mercado. Em seu novo livro, ele prosseguirá em sua cruzada para vender a idéia de um mundo “Microsoftizado”, tentará desqualificar as soluções de código aberto, fará novas previsões – algumas até mirabolantes – e quem sabe apontará novos caminhos para a Microsoft. O interesse de Gates em saúde e educação pode ser uma boa pista.
Em seu primeiro livro, “Uma estrada para o futuro” (The Road Ahead), lançado em 1995, Bill Gates fez inúmeras previsões sobre inovações tecnológicas que acabaram se tornando realidade. Foi o caso da gravação de música em formato digital. No entanto, outras previsões não vingaram, entre elas a carteira conectada a uma rede sem fio para sacar dinheiro virtual em caixas eletrônicos. Esse livro, segundo a própria Microsoft, foi um campeão de vendas e atingiu a marca de 2,5 milhões de exemplares vendidos até agora.
Todavia, em seu segundo livro, Gates queria evangelizar as camadas mais influentes e formadoras de opinião no mundo dos negócios. Assim surgiu “A empresa na velocidade do pensamento” (Business @ the speed of thought), que não é um livro técnico, mas sim ideológico; ele exorta as lideranças empresariais a perceber a tecnologia da informação como uma poderosa ferramenta de gestão para os negócios.
Neste novo evangelho “Microsoftiano”, Gates deseja mostrar como a tecnologia poderá contribuir para solucionar problemas ligados à saúde e educação mundiais, que, coincidentemente, são o foco do trabalho filantrópico da Fundação Bill & Melinda Gates. Curioso, não?
Outra curiosidade: em janeiro deste ano, Bill Gates esteve presente no Fórum Econômico Mundial que foi realizado em Davos, Suíça. Ele falou de educação, de saúde, anunciou doações de 100 milhões de US$ para pesquisas médicas, conclamou os grandes empresários a fazer doações, e pressionou o governo Americano para aumentar as verbas destinadas a pesquisas em saúde.
Além disso, Gates tentou resolver alguns problemas. Ele fez várias tentativas para se encontrar com o Presidente Lula, mas não conseguiu. Sua intenção era reverter os planos do governo brasileiro de usar o Linux em suas repartições e oferecer o apoio da Microsoft aos programas de inclusão digital.
Contudo, o marketing de Bill Gates é muito competente. Ele sabe ocupar espaços no mercado. Em seu novo livro, ele prosseguirá em sua cruzada para vender a idéia de um mundo “Microsoftizado”, tentará desqualificar as soluções de código aberto, fará novas previsões – algumas até mirabolantes – e quem sabe apontará novos caminhos para a Microsoft. O interesse de Gates em saúde e educação pode ser uma boa pista.
Orlando Ribeiro (Lan Ribeiro)
Consultor de negócios, Articulista e Redator de conteúdo
contato@orlandoribeiro.trd.br
5/25/2005
IBM investe em soluções de código aberto
Mais um movimento do mercado na direção das soluções de código aberto.Há poucas semanas atrás, o mercado de TI assistiu a um novo movimento estratégico de um de seus peso-pesados. A IBM comprou a primeira empresa de código aberto, por um valor não revelado. Trata-se da Gluecode, uma empresa que desenvolve software e fornece serviços de suporte baseados na tecnologia do servidor de aplicações Gerônimo da Apache. O objetivo da IBM é oferecer essa tecnologia como uma alternativa de baixo custo para seus produtos da plataforma Websphere.
O negócio, segundo afirmaram diversos analistas, reforça o compromisso da IBM com tecnologia de código aberto. Ele também demonstra a crença da “Big Blue” de que o Apache Gerônimo, um servidor padrão J2EE, é o servidor de aplicações do futuro.
De acordo com a opinião de observadores, a estratégia da IBM é oferecer os produtos da Gluecode para as pequenas e médias empresas, que são carentes de boas soluções com garantia de suporte, mas que não possuem muitos recursos para investir. Os usuários e parceiros de negócios da IBM poderão fazer o “download” do software do servidor de aplicações Gluecode, desenvolver aplicações e fazer implementações gratuitamente. Depois, eles poderão comprar o suporte de software da IBM quando for necessário. Com o tempo, a IBM espera que os usuários evoluam e tenham necessidade de soluções mais avançadas, o que os motivará a mudar para os produtos Websphere. Portanto, ao que parece, a IBM também está investindo na formação de um público consumidor para os produtos Websphere no futuro.
A aquisição da Gluecode pela IBM, para alguns consultores, é a mais significativa desde que ela comprou a Lótus em 1995. É uma iniciativa ousada por que ela está fora de seus padrões tradicionais. Já imaginaram a IBM dando continuidade ao modelo da Gluecode, usando o trabalho voluntário de milhares de desenvolvedores para entregar ao mercado um produto testado, com alto valor agregado e de baixo custo?
Outro detalhe que faz parte do negócio: a IBM se tornará um colaborador ativo do projeto de código aberto do Apache Gerônimo e ampliará a atual comunidade de desenvolvedores que trabalham no projeto. Não resta dúvida de que a “Big Blue” está aumentado o valor das apostas na tecnologia de código aberto e ela tem cacife para isso. Contudo, existem outras empresas se movimentando e com certeza assistiremos a novos lances no mercado. Mudanças à vista: qual será o próximo lance?
Leia mais em:
Reuters:
Zdnet:
Orlando Ribeiro é Consultor, articulista e redator de conteúdo
5/13/2005
O Ajuste de contas
Naquela tarde houve um grande rebuliço na empresa. Todos ouviram os urros do Dr. Arsênico. Zeferino, o encarregado da informática, coitado, corria igual barata tonta de um lado para o outro.
- Zeferino! Berrou o Dr. Arsênico, esse relatório de vendas sai ou não sai?
- Bem, “Seu” Arsênico. Nós estamos com um “probleminha” no sistema. Respondeu o Zeferino.
Neste momento, num ímpeto de fúria, o Dr. Arsênico desferiu um violento soco na mesa. O escritório tremeu e todos emudeceram.
- Não é possííííííííííível!!! Outra vez!!! Esbravejou o homem, espumando pelos cantos da boca.
- Calma “seu” Arsênico! Sugeriu Adelaide, a secretária!
- Eu não agüento mais tanta incompetência!
Neste momento, enquanto o chefe, aos gritos, ameaçava a todos, Zeferino relembrava suas decepções naquela empresa. Ele não suportava mais tanta arrogância e estupidez. Seu rosto avermelhava-se mais ao ouvir os gritos do patrão. Ele remoia a dor da ingratidão e da raiva que o consumiam há algum tempo. Quem não agüentava mais era ele. Ganhava pouco; mal tinha tempo para almoçar; era o primeiro a chegar e o último a sair; não recebia sequer um muito obrigado. “Vestia a camisa da empresa” e “não deixava a peteca cair”. Nada funcionava direito; os computadores não prestavam e o software era pirata. O “homem” dizia que não tinha dinheiro para investir em informática, porém desfilava de “Audi” pra cima e pra baixo.
- Dr. Arsênico! Disse o Zeferino nervosamente. O sr. não receberá o relatório. O sistema “deu pau”; o programador mandou um e-mail informando que só resolverá o problema quando você pagar o que lhe deve. Portanto, não encha o meu saco. Quero que você e esta droga de empresa se danem!!! Desabafou o funcionário.
- Zeferino. Seu atrevido!!! Gritou o diretor.
- O que significa isso? Você enlouqueceu? Eu posso te demitir por isso?
Zeferino olhou-o fixamente por alguns instantes; não disse uma só palavra e saiu.
Naquela hora o corredor fervilhava. Alguns estavam surpresos com a audácia do Zeferino. Outros diziam que ele havia pirado finalmente.
De repente, houve um corre-corre danado. O Zeferino surgiu com um machado nas mãos, entrou na sala do chefe e, num acesso de fúria, destruiu o “notebook” do patrão com um golpe certeiro. O diretor, apavorado, recuou até a parede. Provavelmente pensou que o Zeferino ia acabar com ele.
- Louco estava eu quando acreditei na tua conversa fiada e aceitei trabalhar aqui! Gritou o Zeferino.
Logo em seguida, furiosamente, destruiu a mesa a machadadas. O patrão assistiu a tudo com os olhos esbugalhados. Nada fez. Nada disse.
Feito isso, Zeferino olhou ao seu redor; encarou o chefe com um leve sorriso de satisfação e saiu em direção à sua sala. O corredor estava vazio. Ao chegar em sua sala, ele pegou a carteira e a marmita, ainda intacta, e sumiu. Ninguém ousou dizer uma só palavra e muito menos impedi-lo de ir embora.
L@n" Ribeiro (Orlando Ribeiro) é Facilitador de negócios em TI, articulista e palestrante.
Mande seu comentário ou sugestão para lan.ribeiro@gmail.com
2/17/2005
Vendi o meu fogão para a vizinha!
Sempre que uma solução tecnológica deixa de atender as nossas necessidades, nós a trocamos por outra que ofereça melhores resultados.
Vendi o meu fogão na semana passada. Depois que comprei um microondas resolvi mandar o fogão “às favas” definitivamente. Decidi vendê-lo porque ele perdeu sua utilidade. Acabou virando um incômodo. O velho fogão tornou-se um produto tecnologicamente ultrapassado e até ganhou o apelidado de “sucatão”. Afinal ele não atendia mais às minhas necessidades culinárias: rapidez, praticidade e economia.
A propósito, por conta desta ruptura tecnológica, resolvi pesquisar a palavra “tecnologia” e encontrei uma definição que me agradou pela sua simplicidade e objetividade: “Aplicação do conhecimento na execução de qualquer atividade humana.” Entretanto, após alguns minutos de reflexão, duas perguntas perturbadoras dão o ar de sua graça: Se o conceito é tão simples, por que complicamos tanto? Por que somos induzidos a associar tecnologia apenas à produtos “high tech”? Ora bolas, vassouras e panelas assim como computadores e Internet são produtos do conhecimento humano inventados para solucionar problemas. Na verdade, criamos e usamos tecnologia o tempo todo em tudo o que fazemos.
A tecnologia é maravilhosa! Exclamei em seguida. Ela é o sinal de nosso domínio sobre a natureza. Transformamos os elementos e inventamos coisas para melhorar as nossas vidas. Neste sentido, um programador de computador ao desenvolver um novo sistema contábil e uma dona de casa ao fazer um bolo, “fazem” tecnologia ao aplicar seu conhecimento na transformação dos elementos necessários para criar os produtos, ou melhor, as soluções que eles precisam. Não é surpreendente?
Portanto, quem possui conhecimento pode produzir tecnologia. Isso nos leva à uma questão: a aquisição e produção de conhecimento não deveriam ser o nosso verdadeiro foco de trabalho? Esta idéia ganha força se considerarmos a frenética busca por novos produtos e a escalada da obsolescência tecnológica. É só visitar um “ferro velho” para ter uma mostra do lixo tecnológico que é produzido pela nossa sociedade de consumo. Por fim, penso que neste admirável mundo novo, e em nosso Brasil principalmente, a educação é fundamental.
Mas, e o fogão? Bem, eu o vendi para a Edileuza, a minha vizinha do 612. Afinal, ela ainda não tem microondas e seu velho fogão está nas últimas. Assim, o meu velho fogão ainda é uma solução bastante útil para ela.
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