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Experimentei, com prazer, as sensações de um belíssimo show de capoeira na praia de Ponta Negra, em Natal. Além dos golpes e peripécias dos capoeiristas, chamou-me também atenção a mistura de línguas em volta da roda de capoeira. Eram turistas brasileiros, italianos, suíços, alemães, americanos que, encantados, admiravam o espetáculo. Podíamos ouvir o berimbau acompanhando os cantos que misturavam o português com línguas africanas e, ao mesmo tempo, escutar as palavras de admiração que os estrangeiros proferiam em suas línguas. Naquele momento, viajei no tempo e no espaço e cheguei à Torre de Babel.
Não existem mais fronteiras. O mundo contemporâneo tornou-se uma aldeia global onde as culturas se encontram e se misturam. Nunca foi tão urgente o reconhecimento do outro e o respeito ao seu estar no mundo. Suponho que os professores de línguas precisam investir tempo e esforço para inserir-se nessa nova realidade e aprender a lidar com as diferenças. Penso que esse é um novo caminho para o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem.
Orlando José Ribeiro dos Santos
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