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4/06/2012

Festival Tanabata de Ribeirão Preto/SP

O Festival Tanabata, tradicional festa da cultura japonesa, acontece em Ribeirão Preto, importante cidade do interior do Estado de São Paulo, no Brasil. Promovido pela colônia japonesa da região, o evento é habitualmente realizado no mês de julho, no Morro do São Bento.

O objetivo do Festival Tanabata é estreitar as relações entre a colônia japonesa e a comunidade local, ao mesmo tempo em que procura despertar e reforçar o interesse da sociedade por essa cultura milenar.

O Tanabata Matsuri ou Festa das Estrelas e sua lenda têm origens no festival chinês chamado kikkoden, que chegou ao país no período Heian (794-1185). A comemoração realizada apenas pelos nobres se popularizou no período Edo (1603-1867), quando Date Masamune, rei do norte do Japão no início do século XVII, promoveu em Sendai, uma festa para homenagear as mulheres e crianças, na qual elas recebiam o deus da água em sua oficina de tear e passavam a noite tecendo. No dia seguinte, elas presenteavam o deus da água com o tecido já pronto. Essas mulheres eram chamadas tanabatatsume. Portanto, Tanabata seria abreviatura de tanabatatsume, cuja tradução é tecelã.

O Festival Tanabata, como todos os eventos multiculturais no Brasil, tem uma importância muito grande para o universo cultural brasileiro, já que ele promove a integração das culturas do Brasil e do Japão através do compartilhamento de seus costumes, crenças e tradições.

3/29/2012

Forte dos Reis Magos em Natal/RN

O Forte dos Reis Magos está localizado na foz do Rio Potengi e tem o formato de uma estrela. Ele recebeu esse nome porque a sua edificação começou no dia 6 de janeiro de 1598, em homenagem aos Santos Reis, comemorados naquele dia.
Erguido originalmente em taipa sobre os arrecifes, o forte recebeu várias melhorias nos anos seguintes, como o revestimento de suas muralhas com pedras. Na 2a década do século 17, o engenheiro Francisco Frias de Mesquita construiu as partes internas da fortificação. Na imagem ao lado, pode-se ver o forte ao fundo, sobre a faixa de arrecifes onde foi construído.

No dia 12 de dezembro de 1633, os holandeses tomaram a fortaleza, mudaram seu nome para “Castelo Ceulen” e lá permaneceram até janeiro de 1654, quando foram expulsos. Novamente sob o domínio português, a fortificação retomou seu nome original: Fortaleza dos Reis Magos.
Atualmente, o forte é tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional e no seu interior há um museu e uma pequena loja onde podem ser adquiridas lembranças.
O forte dos Reis Magos é um símbolo da mistura de culturas que se enfrentaram durante o processo de colonização do Brasil. Além dos índios potiguares, os habitantes naturais, portugueses, holandeses e corsários franceses estiveram na região, deixando sinais de sua passagem, bem como sua contribuição para a formação de uma cultura miscigenada e singular.

2/12/2012

Visita ao Memorial Câmara Cascudo

O Memorial Câmara Cascudo está localizado em um prédio construído no final do século XVIII, na Cidade Alta, em Natal. O edifício abrigou a Fazenda Real, a Delegacia Fiscal e o Quartel General da 7a. R. M. Com sua arquitetura neoclássica, o sobrado foi cenário de inúmeros acontecimentos históricos, como por exemplo, o Movimento Republicano de 1817.

O acervo do Memorial está dividido em dois andares. No pavimento inferior funciona o museu que apresenta peças e objetos representativos da cultura popular e do folclore nordestinos, bem como diversos objetos pessoais e livros escritos por Câmara Cascudo. O andar superior abriga a biblioteca de Cascudo que conta com cerca de 10 mil volumes, além de vasto acervo de sua documentação pessoal, composto por cartas, diplomas, jornais, fotografias e manuscritos.

Câmara Cascudo, nascido em 30 de dezembro de 1898, viveu toda a sua vida em Natal e faleceu em 30 de julho de 1986. Sua obra tem grande importância para a cultura e o folclore brasileiros.

A visita ao Memorial Câmara Cascudo oferece um amplo panorama da cultura e do folclore nordestino e também revela fatos importantes da história do Brasil que foram determinantes para a formação do povo brasileiro e da língua portuguesa falada em nosso país.

1/21/2012

O Maior Cajueiro do Mundo

Curiosidade e admiração. Esses são os sentimentos compartilhados pelas pessoas que visitam o maior cajueiro do mundo, no Rio Grande do Norte, região Nordeste do Brasil. Segundo o guia, um menino lá com com seus 10 anos, a árvore apresenta uma anomalia genética rara que provoca o seu crescimento desordenado. De fato, tal mutação alterou a vida da comunidade que vive na região de Pirangi do Norte, pequena cidade próxima à Natal/RN.

O que o turista nota de imediato, durante a visita, é o grande valor econômico que essa atração representa para as famílias do lugar. O fluxo turístico provocado pelo velho cajueiro sustenta a economia local. Existe um comércio muito forte que oferece todo tipo de artesanato regional. As peças são muito lindas e demonstram a destreza e inventividade do povo potiguar, dono de uma riqueza cultural bastante expressiva.

Outra característica muito importante é o valor cultural, folclórico e porque não dizer mítico, criado pelo imaginário popular em torno do cajueiro. Há um sem-número de histórias e “causos” sobre as propriedades afrodisíacas dos frutos da árvore e de gente que se perdeu debaixo do cajueiro. É impressionante como o povo é capaz de inventar fatos e brincar com a realidade salpicando-a com faz-de-conta. Na verdade, vivendo um mundo de carências e desventuras, só mesmo a ficção pode nos ajudar a lidar com a realidade e transformá-la.


Visit Brazil and discover a new World.

Autor: Prof. Orlando Ribeiro

11/27/2005

O Turismo Rural na Região de Ribeirão Preto

O Turismo Rural é um segmento de negócios novo na região de Ribeirão Preto e no Brasil. O seu surgimento e expansão estão associados aos seguintes fatores: a necessidade que o produtor rural tem de diversificar sua fonte de renda e a vontade da população urbana de escapar do stress, reencontrar suas raízes, conviver com a natureza, com as tradições, costumes e com os valores das populações do interior.

A visitação de propriedades rurais é uma prática antiga e comum no Brasil. Entretanto, a exploração econômica desta atividade, caracterizada como Turismo Rural, tem pouco mais de vinte anos. As primeiras iniciativas ligadas ao turismo em ambiente rural em nosso país foram registradas na década de 80, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Naquela ocasião, alguns proprietários rurais que se sentiam pressionados pelas dificuldades do setor agropecuário, resolveram diversificar suas atividades e descobriram o grande potencial econômico do turismo no ambiente rural.

Na região de Ribeirão Preto, o Turismo Rural começou a ser desenvolvido há cerca de 12 anos atrás. Porém, ainda não apresenta resultados expressivos, porque enfrenta muitas dificuldades como a falta de conhecimento do potencial turístico regional, falta de interesse, organização e escassez de investimentos. Muitos municípios da região ainda não têm projetos turísticos, seja por carência de recursos ou por não reconhecer o potencial de desenvolvimento que esta atividade pode proporcionar. Esqueceram o turismo e apostaram tudo no agronegócio; talvez sem perceber que ambos estão ligados por um cordão umbilical comum: a terra.

Não é difícil constatar a falta de empregos e os seus efeitos danosos na sociedade. Segundo os economistas, a indústria deixou de ser um segmento gerador de postos de trabalho e o comércio não pode crescer enquanto o poder de compra da população estiver em baixa. Muitos defendem que a solução para essa crise é o incentivo ao empreendedorismo. Novos empreendimentos significam novos empregos e mais renda. Nesse aspecto, o Turismo Rural surge como uma alternativa econômica viável, pois ao atrair visitantes que consomem produtos e serviços, ele movimenta a economia, cria novas empresas, principalmente micro e pequenos negócios, gerando novas oportunidades de trabalho. Um exame mais detalhado poderá apontar outros benefícios do Turismo Rural, como por exemplo: conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.

A região de Ribeirão Preto tem uma vocação natural para as atividades rurais. Também possui uma riqueza histórica única e uma cultura singular forjada pela integração de vários povos. Será um sonho impossível implementar um conjunto atividades turísticas em nosso meio rural? Não será este um novo caminho para estimular a biodiversidade econômica? Talvez esta seja uma ótima oportunidade para incentivar uma indústria limpa, resgatar e promover a herança cultural e o patrimônio natural da comunidade interiorana.

Por Orlando Ribeiro

Publicado no Jornal A Cidade de Ribeirão Preto em 22/11/2005