Onde foi publicado
2/18/2006
A tecnologia e suas contradições
11/27/2005
O Turismo Rural na Região de Ribeirão Preto

O Turismo Rural é um segmento de negócios novo na região de Ribeirão Preto e no Brasil. O seu surgimento e expansão estão associados aos seguintes fatores: a necessidade que o produtor rural tem de diversificar sua fonte de renda e a vontade da população urbana de escapar do stress, reencontrar suas raízes, conviver com a natureza, com as tradições, costumes e com os valores das populações do interior.
A visitação de propriedades rurais é uma prática antiga e comum no Brasil. Entretanto, a exploração econômica desta atividade, caracterizada como Turismo Rural, tem pouco mais de vinte anos. As primeiras iniciativas ligadas ao turismo em ambiente rural em nosso país foram registradas na década de 80, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Naquela ocasião, alguns proprietários rurais que se sentiam pressionados pelas dificuldades do setor agropecuário, resolveram diversificar suas atividades e descobriram o grande potencial econômico do turismo no ambiente rural.
Na região de Ribeirão Preto, o Turismo Rural começou a ser desenvolvido há cerca de 12 anos atrás. Porém, ainda não apresenta resultados expressivos, porque enfrenta muitas dificuldades como a falta de conhecimento do potencial turístico regional, falta de interesse, organização e escassez de investimentos. Muitos municípios da região ainda não têm projetos turísticos, seja por carência de recursos ou por não reconhecer o potencial de desenvolvimento que esta atividade pode proporcionar. Esqueceram o turismo e apostaram tudo no agronegócio; talvez sem perceber que ambos estão ligados por um cordão umbilical comum: a terra.
Não é difícil constatar a falta de empregos e os seus efeitos danosos na sociedade. Segundo os economistas, a indústria deixou de ser um segmento gerador de postos de trabalho e o comércio não pode crescer enquanto o poder de compra da população estiver em baixa. Muitos defendem que a solução para essa crise é o incentivo ao empreendedorismo. Novos empreendimentos significam novos empregos e mais renda. Nesse aspecto, o Turismo Rural surge como uma alternativa econômica viável, pois ao atrair visitantes que consomem produtos e serviços, ele movimenta a economia, cria novas empresas, principalmente micro e pequenos negócios, gerando novas oportunidades de trabalho. Um exame mais detalhado poderá apontar outros benefícios do Turismo Rural, como por exemplo: conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.
A região de Ribeirão Preto tem uma vocação natural para as atividades rurais. Também possui uma riqueza histórica única e uma cultura singular forjada pela integração de vários povos. Será um sonho impossível implementar um conjunto atividades turísticas em nosso meio rural? Não será este um novo caminho para estimular a biodiversidade econômica? Talvez esta seja uma ótima oportunidade para incentivar uma indústria limpa, resgatar e promover a herança cultural e o patrimônio natural da comunidade interiorana.
Por Orlando Ribeiro
Publicado no Jornal A Cidade de Ribeirão Preto em 22/11/2005
11/13/2005
200 anos de devastação
10/30/2005
O que preocupa os empresários?
Nas questões relativas aos custos, por exemplo, muitas empresas não sabem quanto custa produzir um determinado produto e se o volume de suas vendas justifica a continuidade de sua produção. Ou então elas não têm conhecimento do seu custo operacional e o impacto que ele causa nas finanças.
9/16/2005
A inteligência e o mundo dos negócios
- A estudante Shirlei Grasielli Machado, da Universidade do Vale do Itajaí, na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, está usando este atigo no seu TCC (Trabalho de conclusão de curso) no curso de Bacharel em Ciências da Computação.
8/29/2005
O encontro
Onde foi publicado
Jornal A Cidade de Ribeirão Preto: Agosto/2005
8/11/2005
A segunda chance
Ao retornar à empresa, teve certeza de que aquele mundo não lhe servia mais. Ela desejava dar outro sentido à sua vida. Estava decidida a dizer adeus ao frenético mundo dos bites e bytes, às viagens intermináveis, à solidão dos hotéis, aos seminários insossos e toda aquela falsa sensação de auto-suficiência e onipotência. “Quero voltar a viver!”
Onde foi publicado
8/05/2005
Momento de decisão
Onde foi publicado:
- Jornal A Cidade de Ribeirão Preto/SP em 04/08/2005
7/28/2005
Virando a mesa
- Val! Como vamos salvar a empresa? Perguntava Carlos, seu cunhado.
- Não se preocupe. Já estou cuidando disso. Já cancelou os contratos de informática?
- Sim!
- E o novo sistema de gestão? Precisamos de uma solução segura e confiável!
- Já estou procurando! Respondeu Carlos.
- Dona Val! O senhor Miro chegou! Avisou a secretária pelo interfone.
- Dona Arlete, diga ao senhor Costa para vir à minha sala. Ah, mande o senhor Miro entrar em dez minutos!
- Quem é esse Miro, Val? Perguntou Carlos.
- Você logo saberá!
- Com licença? Perguntou Costa abrindo a porta e esgueirando-se para dentro da sala de Val.
- Sente-se Costa!
- Tudo bem Val? Perguntou ele ironicamente.
- Costa. Aqui está sua carta de demissão e o valor que você deverá transferir para a conta da empresa. Agora!!! Disse Val secamente.
- Carta de demissão? Transferência? Você deve estar delirando!
- Não estou delirando. Isso é sério!
- Está nervoso Costa? Perguntou Val retribuindo a ironia.
- Bem “seu” Miro, pode mostrar os papéis para o seu velho “amigo”!
- Costa! Há quanto tempo hem?? Você ainda se lembra dos nossos antigos negócios??
- Pensei que você estivesse morto! Disse Costa com a voz trêmula.
- Como você pode ver, eu acabo de voltar do mundo dos mortos!
- Vamos lá Costa. Já viu os documentos? Assine logo a sua demissão e entre no site do banco para transferir o dinheiro que você nos roubou. Faça isso e você poderá reaver os documentos. O Miro ficará quieto!
7/15/2005
A indenização das cuecas!
7/14/2005
Mudanças: ceder ou resistir?
Aceitar o que não podemos mudar não é apenas uma questão de inteligência e bom senso. É sobrevivência.
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7/13/2005
Cueca: a nova unidade monetária da TI
7/05/2005
A democracia e o mercado de software
Em contrapartida, os fornecedores de soluções de código-aberto como Ibm, Oracle e Cobra, mostraram que seus produtos estão atingindo a maturidade tecnológica, conquistando a confiança do mercado e ganhando terreno, principalmente no setor bancário.
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6/29/2005
Abrindo a cabeça....
6/28/2005
Debatendo os crimes virtuais
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Audiência pública na Câmara dos Deputados vai debater crimes na internet
Cartilha ensina consumidores a fazerem negócios seguros pela Internet
6/27/2005
Frase do dia!
O Linux amplia sua presença
6/24/2005
Processos: A alma do negócio
A gestão de processos é a ferramenta certa para auxiliar as empresas a enfrentar esse desafio. Dentro dessa perspectiva, a tecnologia da informação é uma aliada poderosa, contudo, ela não deve ser considerada como a salvadora da pátria. Ao contrário, os sistemas de informação devem ser vistos como atores coadjuvantes na gestão empresarial. A sua implementação e funcionamento devem seguir a orientação determinada pelos processos de negócios.
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6/14/2005
O Linux chega ao varejo
Recentemente a Microsoft lançou um novo produto. Na verdade, uma versão simplificada do seu sistema operacional Windows XP: o Microsoft® Windows® XP Starter Edition que, segundo a empresa de Bill Gates, "oferece a melhor experiência aos usuários principiantes de computadores e a um custo mais acessível."
Penso que estamos assistindo ao início de grandes mudanças no modelo de comercialização de software. Até onde a Microsoft chegará com o Windows Starter Edition?
6/03/2005
O novo evangelho de Bill Gates
Em seu primeiro livro, “Uma estrada para o futuro” (The Road Ahead), lançado em 1995, Bill Gates fez inúmeras previsões sobre inovações tecnológicas que acabaram se tornando realidade. Foi o caso da gravação de música em formato digital. No entanto, outras previsões não vingaram, entre elas a carteira conectada a uma rede sem fio para sacar dinheiro virtual em caixas eletrônicos. Esse livro, segundo a própria Microsoft, foi um campeão de vendas e atingiu a marca de 2,5 milhões de exemplares vendidos até agora.
Todavia, em seu segundo livro, Gates queria evangelizar as camadas mais influentes e formadoras de opinião no mundo dos negócios. Assim surgiu “A empresa na velocidade do pensamento” (Business @ the speed of thought), que não é um livro técnico, mas sim ideológico; ele exorta as lideranças empresariais a perceber a tecnologia da informação como uma poderosa ferramenta de gestão para os negócios.
Neste novo evangelho “Microsoftiano”, Gates deseja mostrar como a tecnologia poderá contribuir para solucionar problemas ligados à saúde e educação mundiais, que, coincidentemente, são o foco do trabalho filantrópico da Fundação Bill & Melinda Gates. Curioso, não?
Outra curiosidade: em janeiro deste ano, Bill Gates esteve presente no Fórum Econômico Mundial que foi realizado em Davos, Suíça. Ele falou de educação, de saúde, anunciou doações de 100 milhões de US$ para pesquisas médicas, conclamou os grandes empresários a fazer doações, e pressionou o governo Americano para aumentar as verbas destinadas a pesquisas em saúde.
Além disso, Gates tentou resolver alguns problemas. Ele fez várias tentativas para se encontrar com o Presidente Lula, mas não conseguiu. Sua intenção era reverter os planos do governo brasileiro de usar o Linux em suas repartições e oferecer o apoio da Microsoft aos programas de inclusão digital.
Contudo, o marketing de Bill Gates é muito competente. Ele sabe ocupar espaços no mercado. Em seu novo livro, ele prosseguirá em sua cruzada para vender a idéia de um mundo “Microsoftizado”, tentará desqualificar as soluções de código aberto, fará novas previsões – algumas até mirabolantes – e quem sabe apontará novos caminhos para a Microsoft. O interesse de Gates em saúde e educação pode ser uma boa pista.
Orlando Ribeiro (Lan Ribeiro)
Consultor de negócios, Articulista e Redator de conteúdo
contato@orlandoribeiro.trd.br
5/25/2005
IBM investe em soluções de código aberto
5/13/2005
O Ajuste de contas
- Zeferino! Berrou o Dr. Arsênico, esse relatório de vendas sai ou não sai?
- Bem, “Seu” Arsênico. Nós estamos com um “probleminha” no sistema. Respondeu o Zeferino.
Neste momento, num ímpeto de fúria, o Dr. Arsênico desferiu um violento soco na mesa. O escritório tremeu e todos emudeceram.
- Não é possííííííííííível!!! Outra vez!!! Esbravejou o homem, espumando pelos cantos da boca.
- Calma “seu” Arsênico! Sugeriu Adelaide, a secretária!
- Eu não agüento mais tanta incompetência!
Neste momento, enquanto o chefe, aos gritos, ameaçava a todos, Zeferino relembrava suas decepções naquela empresa. Ele não suportava mais tanta arrogância e estupidez. Seu rosto avermelhava-se mais ao ouvir os gritos do patrão. Ele remoia a dor da ingratidão e da raiva que o consumiam há algum tempo. Quem não agüentava mais era ele. Ganhava pouco; mal tinha tempo para almoçar; era o primeiro a chegar e o último a sair; não recebia sequer um muito obrigado. “Vestia a camisa da empresa” e “não deixava a peteca cair”. Nada funcionava direito; os computadores não prestavam e o software era pirata. O “homem” dizia que não tinha dinheiro para investir em informática, porém desfilava de “Audi” pra cima e pra baixo.
- Dr. Arsênico! Disse o Zeferino nervosamente. O sr. não receberá o relatório. O sistema “deu pau”; o programador mandou um e-mail informando que só resolverá o problema quando você pagar o que lhe deve. Portanto, não encha o meu saco. Quero que você e esta droga de empresa se danem!!! Desabafou o funcionário.
- Zeferino. Seu atrevido!!! Gritou o diretor.
- O que significa isso? Você enlouqueceu? Eu posso te demitir por isso?
Zeferino olhou-o fixamente por alguns instantes; não disse uma só palavra e saiu.
Naquela hora o corredor fervilhava. Alguns estavam surpresos com a audácia do Zeferino. Outros diziam que ele havia pirado finalmente.
De repente, houve um corre-corre danado. O Zeferino surgiu com um machado nas mãos, entrou na sala do chefe e, num acesso de fúria, destruiu o “notebook” do patrão com um golpe certeiro. O diretor, apavorado, recuou até a parede. Provavelmente pensou que o Zeferino ia acabar com ele.
- Louco estava eu quando acreditei na tua conversa fiada e aceitei trabalhar aqui! Gritou o Zeferino.
Logo em seguida, furiosamente, destruiu a mesa a machadadas. O patrão assistiu a tudo com os olhos esbugalhados. Nada fez. Nada disse.
Feito isso, Zeferino olhou ao seu redor; encarou o chefe com um leve sorriso de satisfação e saiu em direção à sua sala. O corredor estava vazio. Ao chegar em sua sala, ele pegou a carteira e a marmita, ainda intacta, e sumiu. Ninguém ousou dizer uma só palavra e muito menos impedi-lo de ir embora.
2/17/2005
Vendi o meu fogão para a vizinha!
Sempre que uma solução tecnológica deixa de atender as nossas necessidades, nós a trocamos por outra que ofereça melhores resultados.
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2/03/2005
Cuidado com o tamanduá
Em uma floresta tropical haviam diversos formigueiros espalhados. Cada um deles tinha seus limites demarcados por cada comunidade de formigas e, todas elas sem exceção, possuíam um exército para defender seu território contra qualquer tentativa de invasão que fosse promovida por outro formigueiro.
Um certo dia, as formigas vermelhas estavam muito ocupadas em seu trabalho rotineiro quando uma de suas sentinelas avançadas tocou o alarme. Formigas pretas haviam penetrado em seu território e isso significava uma declaração de guerra que deveria ser respondida de imediato. Rapidamente o general das formigas vermelhas deu a ordem para o contra-ataque, e , não demorou muito, a invasão foi rechaçada.
Quase todos os dias havia batalhas na floresta. Com a aproximação do inverno o ritmo do trabalho aumentava, porque as formigas tinham que ir mais longe para obter os alimentos que armazenavam para a época da escassez provocada pelo frio. Nessas circunstâncias era comum que todos os formigueiros invadissem o território umas das outras.
Já às portas do inverno, a floresta era um “fervo” só. Enquanto as formigas operárias se ocupavam em coletar alimentos e as formigas soldados lutavam o dia inteiro para proteger seu território ou invadir o alheio, uma desgraça atingiu a todos de uma maneira fulminante.
Um grande tamanduá, recém chegado no pedaço, atacou todos os formigueiros e dizimou completamente as colônias. As formigas, que estavam tão ocupadas com seus afazeres ou guerreando entre si, simplesmente não perceberam a chegada do inimigo natural e comum a todas elas. Sucumbiram todas!
Esse pequeno “causo” me lembra alguns fatos que acontecem no mercado de tecnologia da informação. Habitualmente, escuto, e às vezes participo, de discussões a respeito de associativismo e parcerias. Sou favorável à idéia. Recentemente, fui convidado para o evento de lançamento do Piso – Pólo Industrial de Software, em Ribeirão Preto. Um sonho visionário mas, também uma grande oportunidade para o crescimento econômico da região.
Também me parece uma tentativa para entender uma série de questões que sempre dividiram as empresas produtoras de software, como por exemplo, a ética. Obstáculos como o individualismo, a vaidade e a desconfiança fincaram raízes profundas neste terreno, de maneira que, ainda levaremos algum tempo para avançar na construção da união de interesses e objetivos. Suponho que aqueles que acreditam neste sonho terão muito trabalho pela frente. Eu admiro quem ousa sonhar. Lembro-me de Raul Seixas, um grande sonhador que dizia: “sonho que se sonha junto é realidade”.
O software é um produto estratégico no mundo contemporâneo. Porém, se a nossa indústria não conquistar um padrão de qualidade internacional será muito difícil sobreviver no futuro. Creio, sinceramente, que a criação de pólos Industriais de software oferece grandes possibilidades. Afinal, a união faz força. Mas é bom ficar atento porque senão, pode aparecer um “tamanduá” no pedaço é aí......... Já era!
1/27/2005
Software com carteira de identidade
Batizada de “Windows Genuine Advantage”, a iniciativa preve um mecanismo de validação das licenças dos produtos através de um código impresso no “COA” (certificado de autenticidade). A medida está prevista para entrar em operação lá pelo meio do ano. Também está previsto que a iniciativa, ainda em sua fase de testes, poderá abranger as versões dos produtos em mais de 20 idiomas.
As medidas divulgadas pela empresa de Bill Gates não são nenhuma surpresa. Afinal, com as estimativas das perdas financeiras alcançando números astronômicos é natural que algo seja feito. Entretanto, a Microsoft não está só nesta jornada. Em outubro do ano passado, a Symantec anunciou mudanças na forma de registro do Norton 2005 objetivando reduzir a utilização de cópias ilegais. Com certeza, outras empresas também devem estar planejando novas formas para estancar a sangria de dólares que elas vem sofrendo a anos.
Eu não gosto de fazer previsões. A razão é muito simples. Acontece que existem mais coisas entre hardware e software no mundo da tecnologia do que qualquer consultor ou guru pode imaginar. Contudo, penso que, se houver em 2005 uma evolução do Linux como solução para estações de trabalho (desktops), talvez estas medidas anunciadas pela Microsoft possam acelarar a corrida das pequenas e médias empresas para o Software Livre. Será possível?
"L@n" Ribeiro (Orlando Ribeiro) é Facilitador de negócios em TI, articulista e palestrante.
Mande seu comentário ou sugestão para lan.ribeiro@gmail.com
Matérias relacionadas
- Norton 2005 tem sistema antipirataria, 27 outubro de 2004 – www.computerworld.com.br
- Usuários terão de provar autenticidade do Windows para atualização, 26/01/2005 – http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica
- Programa Windows Genuine Advantage - http://www.microsoft.com/genuine/default.mspx?displaylang=en
1/25/2005
Combate à pirataria de software aumentará em 2005
Segundo a Microsoft, o mercado ilegal de programas gera para a indústria de TI mundial prejuízos de US$ 29 bilhões por ano. No Brasil, estima-se que as perdas cheguem a US$ 520 milhões, conforme um estudo da IDC encomendado pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e BSA (Business Software Alliance) no apagar das luzes de 2004. Isso, sem contar com os prejuízos em arrecadação de impostos e o número de empregos que poderiam ser criados.
Também assistimos em 2004 a um aumento das ações da polícia que culminaram com prisões e apreensões de produtos pirateados. Para citar um exemplo, No dia 27/11/2004, a Polícia Civil da Bahia, por meio da DECECAP (Delegacia de Crimes Econômicos contra a Administração Pública), realizou em Salvador uma operação que resultou na apreensão de COAs (certificados de autenticidade de software, neste caso referentes, especificamente, à modalidade OEM quando, o certificado de autenticidade deve vir junto com o CD original de programas instalados no PC) suspeitos. As investigações estão a cargo da Polícia Civil da Bahia.
Outro fator importante é que o Brasil vem sofrendo uma pressão internacional cada vez maior para tomar medidas mais duras contra a pirataria. Portanto, considerando esses fatos, não é nenhum absurdo prever que o combate à pirataria de software será intensificado neste ano.
L@n Ribeiro (Orlando Ribeiro)
Facilitador de negócios em TI, articulista e palestrante
Mande sua sugestão ou comentário para lan.ribeiro@gmail.com
1/20/2005
Prevenir é mais barato
Os ataques à privacidade, o roubo de informações e o vandalismo tecnológico, assim como outros “incidentes” digitais viraram “carne de vaca”, isto é, podem ser encontrados em qualquer lugar. Eles estão no micro nosso de cada dia. Escondem-se nas empresas, no cyber café e nos espreitam a cada e-mail recebido. “É um babado louco”. O perigo e a confusão aumentam na medida em que as pessoas desconhecem os riscos que correm no “cyber space”. Muitas empresas, principalmente as pequenas e médias, ainda não estão prontas para lidar com questões tão complexas e sobretudo novas.
Contudo, não é por acaso que alguns empresários e profissionais de TI estão mudando o seu ângulo de visão a respeito de segurança de informação. Eles estão descobrindo que é mais barato prevenir do que remediar. Afinal, eles estão sentindo na própria pele (ou será o bolso?) que os prejuízos causados por ataques de hackers e vírus são, normalmente, mais vultosos do que os investimentos que eles precisam fazer para tornar suas empresas mais seguras.
Certa vez, alguém me disse que a melhor maneira para alguém aprender alguma coisa na vida é observar os erros cometidos pelos outros. Porém, como passamos a maior parte de nosso tempo olhando para o nosso umbigo, deixamos de tirar valiosas lições do fracasso alheio. É uma pena, pois evitaríamos muitos sofrimentos, desperdício de tempo e dinheiro. Sem dúvida, é mais vantajoso olhar o que está acontecendo à nossa volta, “ficar esperto”, pois, se a gente vê a barba do vizinho pegando fogo, dá tempo para colocar a nossa de molho.
1/13/2005
O joio, o trigo e a informação
12/15/2004
A segurança na era da informação.
O ser humano sempre se preocupou com a sua segurança pessoal e a proteção de seus bens. Segurança e sobrevivência também levaram os homens a fundar cidades e se organizar em grupos sociais. A sociedade moderna, pressionada pelo impacto da tecnologia da informação, está fazendo novas leituras do conceito “segurança”.
É espantoso constatar como os negócios dependem cada vez mais da tecnologia da informação. Contudo, diante deste cenário, as ameaças de atentados terroristas, roubo de informações, ataques de vírus e as ações criminosas de “hackers” podem trazer conseqüências catastróficas para a economia mundial. Por isso a segurança da informação transformou-se em uma questão inadiável e fundamental para a sociedade.
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Tecnologia: máquinas x pessoas
Neste domingo me deu uma vontade muito grande de assistir a um filme em casa. Chamei a minha mulher e fomos até a locadora para escolher um filme. Depois de perambular um pouco entre as prateleiras escolhemos o filme “Eu, Robô”. A estória parecia interessante e os efeitos especiais seriam uma diversão à parte, pois eles mexem com a nossa imaginação.
No início, o filme foi um pouco chato por causa do seu clima “high tech”. Porém o meu tédio não durou muito tempo. Eis que um crime desperta um clima de suspense que aumenta ainda mais quando fico sabendo que o suspeito é uma máquina. A partir deste momento percebo que vale a pena prestar atenção. Que bom! Não é apenas mais um daqueles filmes cheios de efeitos especiais, penduricalhos e papagaiadas inacreditáveis.
Eu não me lembro de ter assistido um filme policial onde o suspeito é um robô. No desenrolar da estória, ninguém acredita que um robô é capaz de cometer um assassinato. Desde o dono da mega empresa que construiu o ser cibernético ou a doutora mocinha que mistura terapia com robótica, todos são unânimes em dizer que isso é impossível. Os princípios da robótica são infalíveis. Loucos sim estavam aqueles que ousavam questionar impunemente as maravilhas da tecnologia.
Bem, não vou contar o final do filme. Não quero ser taxado de “estraga-prazer” por ninguém. Mas eu o recomendo. Sobretudo, pelo que está nas entrelinhas. O que vemos é o embate entre as máquinas e os humanos. O conflito entre a confiança e o descrédito na tecnologia. É o questionamento sobre o poder conferido à tecnologia onde esperamos que ela nos dê todas as respostas. O filme destaca o pensamento e a liberdade do homem e critica o automatismo e a esterilidade da tecnologia assim com questiona a importância exagerada que atribuem a ela. O homem é o senhor de seu destino, e como disse o Gumercindo, o porteiro lá do condomínio: - “o computador é só um burro veloz”.
A propósito, tudo isso me faz lembrar o dia-a-dia das organizações. Vejamos o mundo dos negócios. Podemos ver a empresa como uma combinação entre pessoas, processos e tecnologia. Destes três elementos, as pessoas são mais importantes por uma simples razão: Nada acontece sem elas. Porém, não podemos ignorar que as pessoas também são a parte mais vulnerável. Entretanto, processos e tecnologia são produtos feitos pelo homem e para o homem. Quando subvertemos a ordem e conferimos o dom da infalibilidade à criatura, estamos caminhando sobre areia movediça.
A tecnologia da informação é formidável, mas não passa de um produto. As pessoas são mais importantes. Penso que é saudável não esquecer disso.
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Alguém viu o ROI?
Com as empresas não é diferente. Elas também gastam muito tempo dando cabeçadas e aprendendo com seus erros. Afinal, o mundo dos negócios também cobra um pedágio caríssimo para que uma organização aprenda a se equilibrar na corda bamba do mercado.
A tecnologia da informação abre um leque de possibilidades para pessoas e organizações que aprendem. Porém, ao contrário do que parece, o mundo “high Tech” não tem concretizado todas as expectativas apregoadas pelos tecnicistas. Muitas vezes não vemos equilíbrio ou ponderação na relação entre tecnologia e negócios. Contudo o que verificamos é a existência de verdadeiros “buracos negros”. Isso tem uma explicação: A informática é uma menina se a compararmos com Engenharia ou Medicina. Ela carrega dentro de si o vigor e a impetuosidade da juventude. Terá que pagar seu preço para conquistar o equilíbrio.
Existe uma grande confusão no mercado de tecnologia. Presenciamos uma verdadeira "panacéia de soluções”. Softwares, hardwares, conceitos, sistemas e caldeiradas de modismo que promovem um verdadeiro carnaval na cabeça das pessoas. É um tal de “TI” pra lá e “byte” pra cá e um cem número de expressões de “informatiquês” que produzem ceticismo e estupefação. Outro dia eu escutei falar de um tal de “Roi”. No início, eu achava que esse cara devia ser algum “hacker”. Ontem, o Justino, o novo estagiário do CPD lá da empresa, me disse que achava que “Roi” era uma sigla em Inglês, que significa “Return on Investiment”. Ufa! Agora só falta saber para que serve esse tal de “Roi”.
Calma meus companheiros da TI. Isso é apenas uma brincadeira. Foi o jeito que encontrei para dar voz a inúmeras pessoas que querem distância de TI porque o “informatiquês” faz com que elas se sintam excluídas. Todos nós sabemos que a tecnologia é um dos mais importantes ingredientes do progresso, entretanto, muitas vezes atravessamos o samba da comunicação pelo excesso de palavreado técnico. Enfim, é bom lembrar que, normalmente, as pessoas que pagam a conta da Tecnologia da Informação nas empresas não são muito chegadas ao blá blá blá do tecnês informático.
O processo de crescimento é lento e doloroso. Faz parte da natureza. Todos nós, profissionais, empresários e organizações teremos de pagar o preço para atingir a maturidade na aplicação da tecnologia nos negócios.
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A mágica da tecnologia
A tecnologia da informação não é nenhuma novidade. Os nossos antepassados, pressionados pelas necessidades de seu tempo, aprenderam a duras penas a buscar as soluções possíveis para resolver seus problemas. Eles não tinham computadores, mas foram capazes de estabelecer os princípios matemáticos e contábeis para gerir seus negócios. Construíram, pirâmides, caravelas e bibliotecas. Eles foram práticos. Usaram os recursos que estavam disponíveis.
Software e hardware são alguns dos recursos de nossa época. Produtos oriundos do conhecimento acumulado ao longo dos séculos, que apesar do jeitão “High Tech”, não passam de ferramentas que devem cumprir sua função: Resolver problemas.
É certo que o domínio do conhecimento é fundamental para o nosso desenvolvimento. Desde o surgimento da escrita, papel e da imprensa até a era da Internet, observamos que a informação é o combustível do progresso humano. Quem sabe pode. A expansão do conhecimento e o poder que o seu domínio proporciona é evidente. Todo mundo quer, mas custa muito dinheiro, planejamento e trabalho.
De fato, apoderar-se do conhecimento custa cada vez mais caro porque a questão fundamental não é apenas ter informação, mas, sobretudo, possuir a informação que realmente precisamos e que trará resultados positivos para o nosso negócio.
Para complicar o cenário, a quantidade de informação produzida tornou-se absurdamente grande. A velocidade com que ela é produzida também acaba reduzindo bastante o seu prazo de validade. Transformaram a informação em “commodity”. A partir deste ponto, a quantidade e a qualidade da informação travam um duelo mortal onde os modismos tecnológicos travestidos de inovação muitas vezes trazem mais problemas do que soluções.
Com efeito, verificamos que não é mais possível estudar e trabalhar sem computadores para nos ajudar a buscar a informação certa, de qualidade, aquela que gera valor. Conseqüentemente, é incrível o aumento de demanda por soluções tecnológicas cada vez mais sofisticadas e caras. Por outro lado, descobrimos que computadores e sistemas são seres imprevisíveis e que às vezes eles inventam problemas para nos torturar sem qualquer cerimônia.
O mundo espera demais da tecnologia da informação. Inovações não fazem milagres assim como dinheiro não cresce em árvores. Computadores, sistemas e Internet são apenas ferramentas que usamos para fazer “coisas”. São como aquela varinha de condão que o mágico usa para fazer os truques que encantam a platéia. Porém, é bom saber que a mágica não está na varinha, mas no talento e no conhecimento do mágico que a utiliza.
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12/07/2004
Tecnologia: casar ou ficar?
Na arena do mercado, as soluções de tecnologia da informação são como pretendentes buscando casamento. Para conquistar o seu eleito elas fazem juras de amor eterno. Muita gente acaba cedendo diante de tanta sedução e se rende aos apelos dos resultados rápidos. Ébrios da certeza de ter encontrado a solução eterna para a solidão do mundo dos negócios e marcam a data do casamento, ou seria melhor dizer a implementação do sistema?
O casamento entre tecnologia da informação e os negócios sempre traz surpresas. É como entrar em um túnel escuro e longo. A cada quilômetro que avançamos descobrimos novidades que não foram apresentadas nos tempos do namoro. Algumas são positivas, mas, muitas vezes nos deparamos com situações que produzem turbulências, prejuízos e muita dor de cabeça. A frustração com projetos intermináveis e a ausência dos resultados prometidos, entretanto, contribuirão com a sua cota de sacrifícios, mas também nos darão a possibilidade de amadurecer. Promover o casamento entre tecnologia e negócios não é fácil.
Quando uma empresa casa com uma solução tecnológica, na verdade ela está preparando uma receita muito complicada. Misturar pessoas, processos e tecnologia é a fórmula perfeita para gerar conflitos. Aliás, administração de conflitos deveria ser uma disciplina integrada aos processos de implementação de sistemas.
Na medida que tempo passa e a empresa sofre o impacto das mudanças do mercado, tudo muda: interesses, processos, motivações e pessoas, por exemplo. Esse é um momento delicado porque talvez também seja hora de mudar a tecnologia usada pela empresa na gestão do seu negócio. Portanto, a separação será inevitável.
Enfim, penso que a prática do adultério tecnológico não é inteligente. A tecnologia é temporal e imperfeita. Quando sua aderência com o negócio está comprometida é melhor buscar novas soluções. O problema é que isso é difícil e o custo é alto. “O divórcio é mais caro que o casamento”, já me dizia o Dr. Virgolino, meu advogado.
Bem acho que é melhor ficar por aqui porque já estou até filosofando, atitude que no mundo dos computadores é simplesmente inaceitável. A moral da estória é que a gente nunca devia casar com a tecnologia: O melhor mesmo é “ficar” até que a próxima inovação nos separe!
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12/06/2004
Nem tudo o que reluz é ouro
Todo radicalismo é perigoso. O extremismo que reveste certas atitudes esconde, muitas vezes, a falta de conhecimento e experiência. E o pior, camufla a carência de objetivos positivos e claros que apenas um pensamento esclarecido pode oferecer.
Atualmente, temos contato com diversas formas de radicalismo. Os mais badalados são o radicalismo religioso e o político. O radicalismo econômico, embora grave, não é muito discutido porque não entendemos muito de economia. Nós, pobres mortais, só sabemos que “a coisa está feia” quando o dinheiro acaba antes do final do mês.
Contudo, há um radicalismo disfarçado que ronda as nossas empresas. Refiro-me à radicalização do consumo de tecnologia. Não é de hoje que a sociedade de consumo busca fincar os pés no mercado de tecnologia da informação. Atiçados pela febre das novidades, somos frequentemente induzidos a consumir produtos que não agregam valor aos negócios. Tudo em nome do consumismo tecnológico.
Os rótulos são cada vez mais criativos. Sempre existe alguém querendo nos vender um “produto mais moderno”, uma “inovação tecnológica” para “quebrar os paradigmas”. Inúmeros investimentos em sistemas de informação sofisticados e dispendiosos fracassam porque nem sempre a “tecnologia de ponta” traz os resultados que as empresas precisam. Consultores, técnicos e empresários não percebem, muitas vezes, que existem alternativas tecnológicas mais simples que podem ajudar as empresas, especialmente as pequenas e médias, a melhorar a gestão de seus negócios. Afinal, os sistemas de informações empresariais além de eficientes e modernos devem ser também compatíveis com a realidade econômica, social e cultural das empresas. Eles devem caber no bolso e na realidade das empresas.
É claro que novas tecnologias são importantes para o crescimento, porém não devemos nos deixar levar pelo consumismo. A prudência e o planejamento devem nortear o processo de seleção das tecnologias que merecem investimentos. As métricas de negócio, os critérios de decisão para investimentos, o conhecimento da realidade das empresas e do mercado são essenciais para decidir onde e como investir. Todo tecnologia inovadora deve passar pelo crivo do custo/ benefício antes de receber qualquer centavo.
A inovação tecnológica deve contribuir para a melhoria dos resultados das empresas. Não é apropriado permitir que o fascínio das novidades nos seduza. Afinal, como diz o ditado, “Nem tudo o que reluz é ouro”.
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